Boletim

Boletim Janeiro de 2018

O primeiro mês do ano registrou 8 conflitos, dentre os quais 5 se relacionam ao objeto “Segurança Pública”. Como pode ser observado no breve relato dos casos registrados, o pedido de justiça e o fim da violência marcaram o início deste ano.

A categoria “Parentes e amigos” protagonizou dois destes conflitos: em um, os familiares de uma bebê de 8 meses que não sobreviveu após ter sido atropelada, no calçadão de Copacabana, pediram justiça e a condenação do atropelador durante o enterro da criança; em outro, parentes e amigos de um garçom, morto por uma bala perdida enquanto trabalhava em um restaurante na Tijuca, fizeram uma manifestação silenciosa, em que caminhavam vestidos de branco pedindo o fim da violência no bairro.

Após uma operação na Rocinha com cerca de 200 homens dos batalhões que integravam o Comando de Operações Especiais da Polícia Militar, mototaxistas e moradores fecharam os dois sentidos da Avenida Niemeyer, com barricadas com pneus, pedaços de madeira e um ônibus incendiado. Durantes esta operação, um soldado do Batalhão de Choque foi morto por um tiro. Seu enterro foi marcado por uma “procissão” de dezenas de viaturas que reclamavam por melhores condições de trabalho. Quatro dias após a Operação, líderes comunitários da Rocinha se reuniram com o governador Luís Fernando Pezão para denunciar a conduta policial na favela. Os moradores relataram a truculência da polícia e o desespero de pessoas que tiveram suas casas perfuradas por tiros.

Os demais conflitos referem-se aos problemas da saúde e educação na cidade, agravados pela crise que assola o estado do Rio, e ao fechamento de equipamentos culturais. Em um deles, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), diretores dos hospitais universitários da Uerj e UFRJ e os respectivos reitores de ambas as universidades criticaram a decisão do Ministério da Educação (MEC) de colocar os dois hospitais “sob diligência”, proibindo o ingresso de novos residentes. Em outro, o fechamento por tempo indeterminado por falta de verbas da Casa do Jongo da Serrinha, motivou um ato cultural com a presença de diversos grupos que reivindicaram a manutenção do espaço e reclamaram contra a política da Secretaria Municipal de Cultura do governo Crivella. Por fim, Associação das Creches Conveniadas com a Prefeitura do Rio de Janeiro (Acreperj), denunciou ao jornal O Globo, que mesmo com a promessa do prefeito Marcelo Crivella de aumentar o número de vagas nas creches, a ampliação não seria possível, já que o município precisaria cumprir algumas medidas (como um acordo relacionado ao pagamento dos funcionários) para que a oferta fosse ampliada.